MACEIÓ (AL) — Em meio a uma das maiores crises políticas recentes na área da saúde de Alagoas, o governador Paulo Dantas (MDB) apostou em um perfil estritamente técnico para comandar a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Emanuel Victor Duarte Barbosa assume a pasta interinamente após o afastamento de Gustavo Pontes de Miranda, alvo de uma operação da Polícia Federal.
Mas quem é o homem escolhido para gerir o maior orçamento do estado e garantir que hospitais, como o Regional da Mata (HRM), continuem funcionando sem interrupções?
Perfil Técnico e Jurídico
Emanuel Barbosa não é um nome vindo da política partidária, mas sim dos quadros técnicos da administração pública. Advogado formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Mestre em Direito Público pela mesma instituição, ele já ocupava o cargo de Gerente Executivo de Licitação da própria Sesau antes da nomeação.
Sua trajetória é marcada pelo domínio da “burocracia estatal”. Barbosa já atuou como:
- Presidente da Comissão Permanente de Licitações da Prefeitura de Arapiraca;
- Assessor técnico em Licitações em Jacaré dos Homens;
- Consultor jurídico da Câmara Municipal de Igaci;
- Membro da Câmara Técnica de Direito Sanitário do CONASS desde 2013.
O Desafio dos 180 Dias
A nomeação de Emanuel é, inicialmente, para um período de seis meses. Sua principal missão é “blindar” a Sesau e garantir a continuidade dos serviços públicos enquanto as investigações da Polícia Federal sobre supostos desvios de recursos do SUS avançam.
Para a Zona da Mata, o comando de um especialista em licitações e contratos pode significar uma aceleração na regularização de suprimentos e insumos hospitalares, áreas que costumam sofrer em momentos de instabilidade política.
O que já está confirmado:
- Emanuel Barbosa é o secretário interino por decisão judicial e governamental.
- Ele possui perfil técnico voltado para licitações e contratos públicos.
- A prioridade é manter o pleno funcionamento da rede estadual de saúde.
O que ainda não foi informado:
- Se haverá mudanças nas direções dos hospitais regionais (incluindo o de União dos Palmares).
- Quais contratos emergenciais serão revisados pela nova gestão interina.
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