Colônia Leopoldina

Colônia Leopoldina: Prefeito reúne contratados em ginásio e anuncia demissão em massa

Clima de instabilidade política se agrava com comunicado feito pelo prefeito Gilberto Sobreira em ginásio; cortes atingem quase todas as secretarias a partir desta segunda (01).

Prefeito Gilberto Sobreira (MDB) fala ao microfone em ginásio de esportes durante reunião com servidores contratados em Colônia Leopoldina
Gilberto Sobreira (MDB) discursou em ginásio de esportes durante reunião com servidores contratados em Colônia Leopoldina. (Foto: Reprodução)

COLÔNIA LEOPOLDINA (AL) — O município de Colônia Leopoldina vive dias de turbulência institucional e administrativa. Menos de 24 horas após a Justiça suspender a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, a população foi surpreendida por uma nova medida de impacto: a demissão em massa de servidores contratados da Prefeitura.

O anúncio foi feito pessoalmente pelo prefeito Gilberto Sobreira (MDB) na última sexta-feira (28), durante uma reunião aberta no ginásio municipal. Diante de servidores e moradores, o gestor comunicou que, a partir desta segunda-feira, 1º de dezembro, praticamente todos os funcionários sem vínculo efetivo seriam desligados da folha de pagamento.

“Natal sem salário”

A decisão pegou os trabalhadores de surpresa, gerando um clima de indignação na cidade. O corte é amplo e atinge pastas estratégicas como Saúde, Educação, Esporte, Infraestrutura e Administração. Segundo relatos de presentes no ginásio, a determinação é esvaziar os quadros temporários para adequação fiscal.

Para evitar o colapso total da máquina pública, foi estabelecido um critério de “sobrevivência”: cada secretário municipal deverá indicar um número reduzido de profissionais para manter apenas os serviços essenciais funcionando, como parte da limpeza urbana e plantões de saúde. Os demais estão dispensados.

Promessa de Concurso

Como justificativa para a medida impopular às vésperas do fim de ano, o prefeito Gilberto Sobreira alegou a necessidade de organizar a casa para a realização de um concurso público, previsto para fevereiro de 2026. Durante o discurso, o gestor chegou a mencionar que a prefeitura ofereceria “reforço escolar gratuito” para ajudar os demitidos a se prepararem para a prova.

A promessa, no entanto, não amenizou a tensão de centenas de famílias que ficarão sem renda no mês de dezembro. Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura não havia divulgado a lista nominal dos exonerados nem o plano de contingência para que serviços básicos, como escolas e postos de saúde, não parem completamente nesta semana.

A demissão em massa soma-se à crise no Legislativo. Na mesma semana, o juiz José Ivan Melo dos Santos anulou a manobra que antecipava a eleição da presidência da Câmara para o biênio 2027/2028, citando risco de “perpetuação no poder”.

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