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As séries mais viciantes de 2025: o que o Brasil maratona no streaming

Ranking de plataformas como Netflix, Max e Disney+ revela quais séries dominaram as maratonas no Brasil em 2025 e por que elas prendem tanto a atenção.

Atualizado 2 meses atrás
TV ligad ana Netflix e usuário escolhendo a série - @Reprodução
TV ligad ana Netflix e usuário escolhendo a série - @Reprodução

Em um cenário em que cada plataforma disputa minutos de atenção do público, algumas produções conseguem atravessar o barulho e virar assunto obrigatório nas rodas de conversa, no trabalho e nas redes sociais. Dados recentes de plataformas de monitoramento de streaming mostram quais séries mais viciaram os brasileiros em 2025 — e ajudam a explicar por que tanta gente passou noites em claro para ver “só mais um episódio”.

Relatório do JustWatch, compilado pelo portal Epipoca, apontou as séries mais assistidas no Brasil no primeiro semestre de 2025, considerando cliques, adição à lista e marcação de conteúdo visto em serviços como Netflix, Prime Video, Disney+, Apple TV+, Max, Globoplay e Crunchyroll. Segundo o ranking, “The Last of Us”, “Ruptura” e o anime “Solo Leveling” lideraram as maratonas por aqui, seguidos por títulos de diferentes gêneros, do thriller político ao drama juvenil.

As séries que o Brasil mais maratonou em 2025

Na liderança, “The Last of Us”, exibida no Brasil pela Max, manteve a força mesmo após a primeira temporada. A adaptação do game pós-apocalíptico virou fenômeno ao combinar produção de alto nível com uma história de sobrevivência e afeto em meio ao colapso da civilização. O relatório destaca que a série agradou tanto quem já conhecia o jogo quanto um público novo, interessado em dramas intensos.

Em seguida aparece “Ruptura” (“Severance”), do Apple TV+, que ganhou espaço com uma crítica afiada à cultura corporativa. A trama acompanha funcionários que se submetem a um procedimento que separa as memórias da vida pessoal e profissional. A atmosfera de mistério, o visual minimalista e o comentário social ajudaram a transformar a produção em uma das mais comentadas do ano entre brasileiros que gostam de ficção científica mais cerebral.

No terceiro lugar surge “Solo Leveling”, anime de ação disponível na Crunchyroll. A história do jovem caçador de monstros que começa como o mais fraco e passa por uma ascensão espetacular conquistou o público jovem, sobretudo fãs de cultura pop asiática. O relatório aponta o título como destaque absoluto entre animes, mostrando a força desse formato no consumo de streaming no país.

A lista brasileira inclui ainda “Adolescência”, produção da Netflix que mistura drama psicológico e suspense ao abordar dilemas da juventude contemporânea; “O Dia do Chacal”, série de espionagem disponível no Disney+; “Origem”, no Globoplay; “Uma Mente Excepcional” e “Paradise”, também no Disney+; além de “Reacher”, no Prime Video, e “O Canto do Pássaro”, na Max. O conjunto mostra um cardápio variado, que vai de tramas de investigação a histórias de formação, passando por fantasia e distopia.

Lá fora, listas internacionais reforçam essa diversidade. Guias de sites como Rotten Tomatoes e Time Out destacam, entre os melhores lançamentos de 2025, séries como “I Love LA”, “Nobody Wants This”, “Down Cemetery Road” e “IT: Welcome to Derry”, que também começam a ganhar espaço entre assinantes brasileiros mais conectados às novidades globais.

Por que essas séries prendem tanto o público

Especialistas em cultura pop apontam alguns fatores comuns entre as séries mais viciantes de 2025. O primeiro é a combinação de tramas fortes com episódios pensados para terminar em ganchos, o chamado cliffhanger, que incentiva a maratona. Em “The Last of Us”, cada capítulo encerra um arco emocional ao mesmo tempo em que abre uma nova pergunta para o episódio seguinte, o que ajuda a manter o público engajado do início ao fim da temporada.

Outro ponto é a sensação de “evento coletivo”. Produções como “Ruptura” e “Solo Leveling” geram discussão nas redes, com teorias, memes e análises que funcionam quase como extensão do episódio. Pesquisas sobre comportamento de audiência indicam que séries que estimulam essa conversa — seja pela complexidade da trama, seja por cenas de impacto — tendem a segurar o espectador por mais tempo nas plataformas.

Para o crítico de TV ouvido por sites especializados, o público brasileiro de 2025 mostra uma mistura interessante de preferências: “Ao mesmo tempo em que há espaço para grandes produções de fantasia e ficção científica, como ‘The Last of Us’, a lista também traz dramas mais intimistas, como ‘Adolescência’, e animes como ‘Solo Leveling’. Isso indica que a maratona não é mais exclusividade de um único gênero”, avalia.

Do lado de quem assiste, o relato é simples. Em depoimentos a portais de entretenimento, fãs descrevem a experiência de maratonar como uma forma de fugir da rotina e “viver em outro mundo” por algumas horas. Uma estudante entrevistada pelo Epipoca contou que viu “The Last of Us” praticamente de uma vez e só conseguiu parar quando acabou a temporada. Outro assinante relatou que começou “Reacher” despretensiosamente e terminou a temporada em um único fim de semana.

Plataformas também ajudam a construir essa lógica. O modelo de lançamento em blocos — com temporadas inteiras disponíveis de uma vez ou em duas partes — facilita a maratona. Ao mesmo tempo, o uso de algoritmos que recomendam conteúdos parecidos faz com que quem termina uma série viciante seja rapidamente fisgado por outra, prolongando o tempo de tela e consolidando a sensação de que “todo mundo está vendo a mesma coisa”.

Na prática, as séries mais viciantes de 2025 revelam um público disposto a navegar entre plataformas, testar produções de diferentes países e abraçar formatos variados, do live-action ao anime. Se a disputa entre serviços de streaming segue acirrada, o resultado, para quem assiste, é um ano em que não faltam histórias para maratonar — e listas cheias de títulos para manter a fila sempre em dia.