Um homem, que trabalha como entregador de água, foi preso no município de Canapi, no Sertão alagoano, depois de invadir a residência de uma jovem de 21 anos e tentar abusá-la sexualmente enquanto ela dormia ao lado da filha pequena. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades, que conduzem a investigação de forma sigilosa.
Segundo o delegado Carlos José, responsável pelo caso, o suspeito entrou na casa pela porta dos fundos, que apresentava defeito e não fechava corretamente. O homem estava sem roupas no momento da invasão, o que surpreendeu ainda mais a vítima. “Ele aproveitou a falha na segurança da residência para acessar o imóvel durante a madrugada”, explicou a autoridade policial.
A jovem conseguiu reagir gritando, o que fez com que o agressor se assustasse e fugisse do local. Mesmo assim, ela conseguiu identificar o suspeito como alguém que costumava fornecer água para a residência, o que explicaria seu conhecimento sobre a falha na porta.
No dia seguinte ao crime, o suspeito voltou à casa da vítima para pedir desculpas. Durante esse período, a mãe dele teria tentado, em duas ocasiões, intimidar a jovem para que o caso não fosse denunciado à polícia. Apesar das ameaças, a vítima decidiu registrar a ocorrência, acionando a Polícia Civil.
“Fizemos todo o procedimento necessário e solicitamos a prisão preventiva dele, que foi acatada pela Justiça”, afirmou o delegado Carlos José. A ação rápida das autoridades garantiu que o suspeito fosse responsabilizado.
O homem se apresentou espontaneamente à Delegacia de Canapi na segunda-feira (10), após uma mobilização policial que envolveu a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Ele foi ouvido, teve o mandado de prisão cumprido e foi transferido para a Delegacia Regional de Delmiro Gouveia, onde aguarda a disponibilidade de vaga no Sistema Prisional de Alagoas.
Buscar a proteção das autoridades é essencial para garantir a segurança e a responsabilização de quem comete o crime. Registrar a ocorrência em uma delegacia ou, quando necessário, acionar a Polícia Militar por meio do 190, permite que o caso seja investigado formalmente. Além disso, existem canais especializados para atendimento a vítimas de violência, como a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que funciona em todo o país, oferecendo orientação, encaminhamentos e proteção legal.
