Alagoas

Alagoas lidera ranking nacional de prejuízos causados por golpes virtuais

Pesquisa aponta que vítimas do estado perdeu, em média, R$ 3.370 em 2025.

Atualizado 3 meses atrás
Aplicativo do Pix aberto no celular - @Reprodução
Aplicativo do Pix aberto no celular - @Reprodução

Alagoas ocupa o primeiro lugar no país em prejuízo médio causado por fraudes digitais, segundo a terceira edição do levantamento “Golpes com Pix”, conduzido pela empresa de inteligência antifraude Silverguard. Em 2025, cada vítima alagoana perdeu, em média, R$ 3.370 em golpes virtuais – valor 32% acima da média nacional, que é de R$ 2.540.

O estudo também revela que o prejuízo médio no estado aumentou 21% em relação a 2024, consolidando Alagoas como o local onde os criminosos digitais causam os maiores danos financeiros. Logo atrás aparecem Espírito Santo, com perda média de R$ 2.890 por vítima, e Roraima, com R$ 1.880. Em São Paulo, o maior centro financeiro do país, a média registrada foi de R$ 1.600.

A pesquisa mostra ainda que os idosos continuam sendo o grupo mais afetado, respondendo por 30,8% das ocorrências em todo o país. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o prejuízo médio chega a R$ 4.820, quase cinco vezes superior ao de jovens de 18 a 24 anos.

Entre as práticas mais comuns contra o público idoso estão os golpes de pedido de dinheiro via aplicativos de mensagens, nos quais criminosos se passam por filhos ou familiares para solicitar transferências emergenciais. Usando números clonados e fotos falsas, os golpistas criam situações de urgência e exploram a confiança das vítimas.

Além das fraudes via WhatsApp, Alagoas vem registrando um aumento expressivo nos golpes praticados por falsos advogados. Somente no primeiro semestre de 2025, a Comissão de Fiscalização e Combate a Práticas Irregulares na Advocacia da OAB/AL contabilizou 400 casos.

Nessas ocorrências, os criminosos acessam informações de processos reais e entram em contato com as partes envolvidas, afirmando que um benefício judicial será liberado mediante o pagamento de uma taxa. Segundo a OAB/AL, há indícios de que inteligência artificial esteja sendo usada para simular a voz de advogados reais, tornando as abordagens ainda mais convincentes e difíceis de detectar.

O levantamento da Silverguard também destaca que dois em cada três golpes no Brasil têm início em plataformas pertencentes à Meta, com o WhatsApp liderando (29,6%). O estudo também mostra que 65% dos valores desviados acabam em contas de empresas registradas como sociedades limitadas (Ltda), o que demonstra uma crescente “profissionalização do crime digital”.

Entre os golpes mais comuns identificados no país estão as compras falsas em perfis ou lojas inexistentes (42,9%), as ofertas de emprego e renda extra fraudulentas (12,5%) e as promessas de investimento rápido e retorno garantido (12,2%).