Uma grave denúncia de violência doméstica contra duas crianças no município de Teotônio Vilela, em Alagoas, levou o Ministério Público Estadual a determinar a abertura de um inquérito policial para investigar o caso.
O episódio ganhou destaque após uma das vítimas, uma adolescente, dar entrada em uma unidade de saúde com um ferimento profundo na cabeça, necessitando de 12 pontos de sutura. Inicialmente, a mãe alegou que o machucado havia sido causado por uma queda, mas a versão não convenceu os profissionais de saúde.
Ao visitar a residência da família, conselheiros tutelares foram informados de que a própria mãe teria arremessado um objeto com fúria, atingindo a filha. Populares confirmaram que a mulher já havia demonstrado comportamento agressivo anteriormente e que o filho mais novo também teria sido espancado no mesmo dia.
Diante da gravidade dos fatos, o Conselho Tutelar retirou as crianças do convívio da mãe e as colocou sob os cuidados de familiares próximos, de forma provisória, até a definição judicial da guarda. As vítimas também foram encaminhadas à Rede de Atendimento à Vítima (RAV) para acompanhamento psicológico e médico.
De acordo com informações obtidas com exclusividade pela equipe de reportagem do Portal BR104, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) determinou a instauração de inquérito policial para apurar o crime de maus-tratos e outras formas de violência física e psicológica. Além disso, foi requisitado um estudo social urgente junto ao CREAS, para avaliar o ambiente familiar e a possibilidade de destituição do poder familiar da mãe.
O promotor responsável pelo caso classificou os fatos como de “extrema gravidade”, ressaltando o risco à integridade física e emocional das crianças. O procedimento inclui ainda o acompanhamento quinzenal das vítimas pelo Conselho Tutelar e o encaminhamento da agressora para tratamento contra dependência química.
O caso segue sob investigação, e as autoridades reforçam que denúncias de maus-tratos podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais, como o Disque 100, garantindo proteção e sigilo ao denunciante.
