O mais recente material da NASA sobre o cometa 3I/ATLAS reúne três pontos centrais: não há risco para a Terra, o periélio ocorre no fim de outubro e o núcleo é menor do que estimativas iniciais.
A agência também detalhou observações feitas por telescópios como o Hubble e o James Webb para medir dimensões, trajetória e composição do visitante interestelar.
O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar já visto atravessando o nosso Sistema Solar. Nas páginas técnicas, a NASA informa que o cometa seguirá uma passagem segura, com aproximação mínima de ~1,8 UA da Terra, distância muito superior à de Marte. O ponto mais próximo do Sol (periélio) acontece no fim de outubro de 2025, a cerca de 1,4 UA, pouco dentro da órbita marciana.
Em atualização específica do Hubble, a agência publicou a estimativa de tamanho do núcleo: até 5,6 km de diâmetro (limite superior) — podendo ser bem menor, na casa de centenas de metros. A medida foi obtida com imagens de 21 de julho de 2025, quando o cometa estava a 277 milhões de milhas da Terra.
O núcleo não é diretamente visível, pois está envolto por uma coma de poeira e gás; por isso, o valor é um teto calculado a partir do brilho e de modelos físicos.

Imagem ilustrativa do 3I atlas – @Reprodução
Outra frente destacada pela NASA é o pacote de observações do James Webb. O telescópio utilizou o NIRSpec para coletar dados espectrais do 3I/ATLAS em 6 de agosto, com foco em assinaturas químicas da coma — informações cruciais para comparar o objeto com cometas “nativos” do nosso Sistema Solar.
A agência mantém um blog dedicado reunindo as campanhas e os instrumentos envolvidos, incluindo o SPHEREx, que observou o cometa entre 7 e 15 de agosto.
A NASA também disponibilizou um hub com imagens e animações do 3I/ATLAS, incluindo o primeiro registro do sistema ATLAS, no Chile (que identificou a natureza interestelar), e materiais de referência para imprensa e público. Essas peças ajudam a visualizar a órbita hiperbólica e a dinâmica da coma à medida que o cometa se aproxima do Sol.
Fora do escopo direto da NASA, mas relevante para o “estado da arte”, a ESA registrou o cometa com os orbitadores ExoMars TGO e Mars Express durante a passagem próxima a Marte no início de outubro, gerando imagens e espectros a cerca de 30 milhões de km de distância. A análise desses dados está em andamento e deve complementar a visão de Hubble e Webb.
