Economia

Incertezas na lei da energia solar fazem crescer interesse por sistemas off-grid no Brasil

Parte das mudanças foi transferida para outra proposta, a MP 1.304, que deve retomar a discussão sobre tarifas diferenciadas

Atualizado 5 meses atrás
Casa na comunidade utilizando energia solar OFFGRID | Foto: BR104
Casa na comunidade utilizando energia solar OFFGRID | Foto: BR104

A aprovação da Medida Provisória nº 1.300 pelo Congresso Nacional trouxe alívio parcial para quem investiu em energia solar no modelo conectado à rede (on-grid). Isso porque os trechos que poderiam gerar custos extras e reduzir a compensação da energia injetada foram retirados do texto final.

Apesar disso, o cenário ainda é marcado por incertezas. Parte das mudanças foi transferida para outra proposta, a MP 1.304, que deve retomar a discussão sobre tarifas diferenciadas, novas regras de compensação e até mesmo a abertura do mercado livre de energia para consumidores residenciais e comerciais.

Para especialistas, mesmo sem prejuízos imediatos, a instabilidade regulatória gera insegurança nos consumidores. Muitos já avaliam migrar para sistemas off-grid, que funcionam de forma independente, armazenando a energia em baterias e reduzindo a dependência das distribuidoras.

Embora exija investimento inicial mais alto, o modelo off-grid vem sendo considerado uma alternativa segura diante da imprevisibilidade legislativa. Além da autonomia, ele garante proteção contra oscilações tarifárias e assegura fornecimento em regiões que sofrem com quedas constantes de energia.

Fabricantes e integradores já relatam aumento na procura por baterias de lítio, inversores híbridos e kits completos de geração independente. A tendência deve ganhar força especialmente em estados do Nordeste, onde a energia solar se consolidou como solução econômica frente às tarifas tradicionais.

Enquanto o Congresso define os próximos passos, consumidores acompanham atentos as discussões em Brasília. O futuro da geração distribuída no Brasil dependerá das próximas votações, mas a corrida pela independência energética já começou.