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Polícia prende quatro suspeitos de executar catadora em “tribunal do crime” em Rio Largo

Tamires foi arrancada de dentro de casa por criminosos e levada até uma área de mata próxima, onde sofreu agressões violentas e, em seguida, foi morta.

Atualizado 5 meses atrás
Prisão | @ Reprodução
Prisão | @ Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas prendeu, nesta quarta-feira (3), quatro pessoas acusadas de participar da execução de Tamires Kelly da Silva, 29 anos, catadora de materiais recicláveis, morta de forma brutal no Conjunto Antônio Lins, no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió. As capturas foram feitas durante o cumprimento de mandados judiciais na chamada Operação Reciclo, deflagrada pela Delegacia de Homicídios.

Segundo as investigações, Tamires foi submetida a um julgamento paralelo conhecido como “tribunal do crime”. Ela foi arrancada de dentro de casa por criminosos e levada até uma área de mata próxima, onde sofreu agressões violentas e, em seguida, foi morta.

Relatos de moradores apontam que a vítima chegou a ser arrastada pelos cabelos e atacada com correntes ao longo do trajeto. Testemunhas também informaram que, após as agressões, integrantes do grupo proibiram os familiares de acionar socorro médico ou chamar o Samu.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o assassinato tenha sido motivado por uma denúncia de furto em uma residência na região. Uma vizinha, suspeita de ter feito a acusação contra Tamires, também está sendo investigada. Até o momento, os agentes apuram se a catadora realmente teve participação no episódio ou se foi vítima de uma falsa acusação.

De acordo com a delegacia responsável, as prisões representam um avanço importante para esclarecer todos os envolvidos no crime. A polícia ainda busca identificar possíveis mandantes e outros participantes da ação criminosa.

Conhecida por sobreviver da coleta de recicláveis, Tamires vivia na comunidade havia pouco mais de um ano e, segundo vizinhos, costumava manter boa relação com os residentes. A brutalidade do ataque, em plena luz do dia e com a presença de testemunhas, acentuou o clima de medo no bairro.

As investigações continuam, e a Delegacia de Homicídios de Rio Largo reforçou que não medirá esforços para levar à Justiça todos os responsáveis pela morte de Tamires.