Um homem foi preso nesta quarta-feira (6) após a filha de seis anos chegar à escola com um hematoma no rosto, provocado por uma chinelada. A agressão, cometida dentro de casa, foi denunciada pela própria criança após ser acolhida pelas professoras da unidade, localizada no povoado Tio João, na zona rural de Taquarana, Agreste alagoano.
A marca da violência foi rapidamente notada pelas educadoras, que, após diálogo cuidadoso, conseguiram fazer com que a menina confirmasse a autoria da agressão.
Diante do relato, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil foram acionados e, após verificações na residência da família, descobriram um histórico ainda mais grave: além da filha, o homem também agredia com frequência o outro filho, um menino de cinco anos com transtorno do espectro autista, e a companheira.
Na tentativa de prisão, o agressor ainda resistiu, mas acabou detido e encaminhado à Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, onde foi autuado por lesão corporal dolosa contra a filha.
Além disso, diante dos elementos colhidos, as autoridades também solicitaram medida protetiva de urgência para a mãe e os filhos, além da prisão temporária do suspeito.
Como denunciar casos de violência contra criança?
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima e gratuita por diversos canais no Brasil. O principal deles é o Disque 100, conhecido como Disque Direitos Humanos, que funciona 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. Basta ligar do celular ou telefone fixo e relatar a situação – não é preciso se identificar, e a denúncia será encaminhada aos órgãos competentes, como Conselhos Tutelares, Ministério Público e Delegacias.
Outra opção é o Disque-Denúncia 181, que funciona em diversos estados e também garante sigilo total. A população pode ainda procurar diretamente o Conselho Tutelar do município ou ir até uma delegacia de polícia, preferencialmente uma especializada no atendimento a crianças e adolescentes.
É importante lembrar que qualquer pessoa pode denunciar. Não é necessário ter certeza do caso: basta suspeitar de maus-tratos, negligência ou qualquer tipo de abuso. Os órgãos responsáveis irão investigar e tomar as medidas necessárias para proteger a criança.
