Brasil

Desemprego recua para 5,8% no segundo trimestre e atinge menor nível desde 2012, diz IBGE

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pessoas andando na rua | @ Foto: Marcos Alves/Agência O Globo
Pessoas andando na rua | @ Foto: Marcos Alves/Agência O Globo

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, marcando o menor índice da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma queda expressiva de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em março, quando o índice era de 7%. Na comparação com o mesmo período de 2024, a redução foi de 1,1 ponto percentual – à época, a taxa estava em 6,9%. A estimativa atual de pessoas desocupadas é de 6,3 milhões, uma diminuição de 17,4% frente ao trimestre anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o número de brasileiros em busca de trabalho caiu 15,4%.

Além da redução no desemprego, o Brasil registrou um novo recorde na população ocupada: 102,3 milhões de pessoas estão trabalhando atualmente, o maior contingente desde o início da série histórica. Esse número representa um crescimento de 1,8% em comparação com o trimestre anterior e de 2,4% em relação ao mesmo período de 2024, o que equivale a mais 2,4 milhões de pessoas inseridas no mercado de trabalho em um ano.

Outro indicador positivo foi o aumento do chamado nível da ocupação – proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade para trabalhar – que chegou a 58,8%, com avanço de 0,69 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1 ponto percentual na comparação anual.

A força de trabalho, que engloba os trabalhadores ocupados e desocupados, também cresceu, atingindo 108,6 milhões de pessoas, alta de 0,5%. Já a população fora da força de trabalho – que inclui aposentados, estudantes e pessoas que não procuram emprego – manteve-se estável, somando 65,5 milhões de brasileiros.

No recorte por tipo de vínculo, o número de empregados com carteira assinada chegou a 39 milhões, consolidando a recuperação do emprego formal. Já os trabalhadores sem carteira assinada somaram 13,5 milhões. Os trabalhadores por conta própria totalizaram 25,8 milhões de pessoas. No total, o número de brasileiros em situação de informalidade chegou a 38,7 milhões, o que corresponde a uma taxa de 37,8%.

O número de desalentados – pessoas que desistiram de procurar emprego por não acreditarem que conseguirão uma vaga – foi estimado em 2,8 milhões, permanecendo em patamar elevado, embora estável em relação ao trimestre anterior.

Segundo o IBGE, a partir desta divulgação, os dados da PNAD Contínua passaram a incorporar as atualizações do Censo Demográfico de 2022, o que aprimora a precisão das estimativas populacionais e dos indicadores do mercado de trabalho. A revisão, segundo o Instituto, não altera as tendências, mas melhora a qualidade dos dados apresentados.