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Ex-jogador da Seleção Brasileira de basquete é preso por espancar namorada com 60 socos em elevador

Igor Cabral afirmou ter sofrido um “surto claustrofóbico motivado por ciúmes” dentro do elevador, o que teria causado a agressão.

Atualizado 6 meses atrás
À esquerda, imagem do momento em que Igor Cabral agride a namorada dentro do elevador; à direita, o ex-jogador em foto divulgada nas redes sociais
À esquerda, imagem do momento em que Igor Cabral agride a namorada dentro do elevador; à direita, o ex-jogador em foto divulgada nas redes sociais

O ex-atleta da Seleção Brasileira de basquete 3×3, Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, foi preso em flagrante após espancar a namorada, Juliana Garcia dos Santos, de 35 anos, com cerca de 60 socos dentro de um elevador em um condomínio residencial de Natal, no Rio Grande do Norte, no último sábado (27). A violência foi registrada por câmeras de segurança do edifício e chocou moradores e internautas.

As imagens mostram o casal discutindo no momento em que entram no elevador. Assim que as portas se fecham, Igor parte para cima da vítima com extrema violência, atingindo o rosto dela com dezenas de golpes. Juliana consegue sair do elevador poucos minutos depois, com o rosto desfigurado e coberto de sangue, sendo amparada por vizinhos, que prestaram os primeiros socorros.

A vítima foi levada em estado grave para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, onde foi diagnosticada com múltiplas fraturas no rosto e no maxilar. Ela deverá passar por cirurgias reparadoras nos próximos dias e permanece internada sob cuidados médicos.

A prisão do agressor aconteceu logo após o crime devido à rápida ação do segurança do prédio, que acompanhava a cena pelas câmeras e acionou a Polícia Militar. Moradores também ajudaram a conter o ex-jogador até a chegada dos policiais. Igor foi levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e, após audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Em depoimento à polícia, Igor alegou que foi até o apartamento de Juliana para buscar pertences e que a discussão teve início após ele levantar uma suspeita de traição. Ele afirmou ter sofrido um “surto claustrofóbico motivado por ciúmes” dentro do elevador, o que teria causado a agressão. No entanto, a justificativa foi descartada pelas autoridades, que tratam o caso como tentativa de feminicídio.

Juliana ainda não prestou depoimento formal, mas o histórico de controle e comportamento agressivo por parte do companheiro já é investigado.