Política

Eleições 2026: pesquisa aponta Lula à frente de Bolsonaro em Alagoas

Mesmo com 25,5% das intenções de voto no estado, Bolsonaro segue inelegível por decisão da Justiça e enfrenta pedido de condenação no STF.

Atualizado 7 meses atrás
Lula e Bolsonaro | © Ricardo Stuckert e Agência Brasil
Lula e Bolsonaro | © Ricardo Stuckert e Agência Brasil

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sairia vitorioso em Alagoas. É o que revela a mais recente pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Falpe entre os dias 5 e 15 de julho. Segundo os dados, divulgados nesta quinta-feira (24), Lula aparece com 45% das intenções de voto no estado, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registra 25,5%.

A sondagem ouviu 2.482 eleitores em 40 municípios alagoanos e tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Ciro Gomes (PDT) figura em terceiro lugar com 4,5% da preferência dos entrevistados, seguido por Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 3%.

Contudo, ao isolar os dados da capital, o cenário se modifica. Em Maceió, há um empate técnico entre os dois principais nomes: Bolsonaro tem 33% das intenções de voto e Lula, 31%. Ciro sobe para 6,5%, e Tarcísio aparece com 3,5% na capital alagoana.

Além da intenção de voto, a pesquisa avaliou os índices de rejeição dos pré-candidatos. No estado como um todo, 32% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Jair Bolsonaro de forma alguma. Lula é rejeitado por 22% do eleitorado. Já em Maceió, os índices são mais equilibrados: Lula tem 28% de rejeição, enquanto Bolsonaro registra 25%.

A indecisão também aparece como fator relevante no levantamento. No estado, 11,5% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados. Em Maceió, o percentual de rejeição total – ou seja, eleitores que rejeitam todos os nomes  chega a 15,5%. Além disso, 27% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar sobre em quem não votariam de jeito nenhum.

Bolsonaro inelegível e sob pressão judicial

Mesmo figurando com força em intenções de voto no cenário estadual, Jair Bolsonaro está atualmente impedido de disputar eleições. Por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente foi declarado inelegível até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante o pleito de 2022.

Na última semana, a situação jurídica de Bolsonaro voltou aos holofotes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (14), as alegações finais do processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. No documento, o órgão pede a condenação do ex-presidente por diversos crimes relacionados à tentativa de subversão da ordem democrática.

De acordo com a PGR, Bolsonaro liderou uma organização criminosa armada cujo objetivo era abalar a confiança da população nas instituições republicanas, deslegitimar o processo eleitoral brasileiro e instigar uma ruptura institucional. Entre os alvos das campanhas de descrédito estavam o próprio STF e o Tribunal Superior Eleitoral.

O Ministério Público Federal sustenta que a atuação do ex-presidente foi “deliberada, persistente e orquestrada”, contando com o apoio de agentes públicos e membros das Forças Armadas. As ações investigadas envolvem desde a disseminação de desinformação sobre as urnas eletrônicas até articulações de bastidores visando à implantação de um regime de exceção no país, sob o pretexto de “restaurar a ordem”.

As acusações incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Os fatos estariam diretamente ligados aos ataques às sedes dos Três Poderes, ocorridos no dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília.