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Gilberto Gil anuncia repatriação do corpo de Preta Gil após morte nos EUA

Filha de Gilberto Gil, cantora faleceu aos 50 anos em Nova York, neste domingo (20).

Atualizado 7 meses atrás
Gilberto Gil e Preta Gil emocionam o público durante apresentação da turnê “Tempo Rei”, em São Paulo, em abril de 2025 | @ ALE FRATA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO
Gilberto Gil e Preta Gil emocionam o público durante apresentação da turnê “Tempo Rei”, em São Paulo, em abril de 2025 | @ ALE FRATA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

O corpo da cantora Preta Gil será repatriado para o Brasil nos próximos dias, conforme informou um comunicado oficial divulgado na noite deste domingo (20) pela assessoria do pai, Gilberto Gil. A artista faleceu em Nova York, onde realizava um tratamento experimental contra um câncer no intestino. A família informou que está cuidando dos trâmites para o traslado e, assim que possível, divulgará detalhes sobre o velório e as despedidas.

Preta Maria Gadelha Gil Moreira, de 50 anos, estava nos Estados Unidos em busca de novas possibilidades terapêuticas após o avanço da doença. O diagnóstico foi confirmado em janeiro de 2023 e, desde então, ela passou por sessões de quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia para retirada de tumores em agosto de 2024. No entanto, o câncer retornou em outras regiões do corpo, o que motivou a ida ao exterior para continuidade do tratamento.

A última vez que Preta Gil subiu ao palco foi ao lado do pai, Gilberto Gil, em um momento de forte carga emocional. Juntos, cantaram “Drão” no show da turnê “Tempo Rei”, em São Paulo, no dia 26 de abril deste ano. A música, composta por Gil em homenagem à mãe de Preta, Sandra Gadelha, fala de separação e transcendência do amor – e marcou profundamente aquela apresentação, que agora se tornou histórica.

Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta iniciou a carreira artística aos 29 anos, após deixar a publicidade e a produção cultural. Seu álbum de estreia, “Prêt-à-Porter” (2003), revelou o sucesso “Sinais de Fogo”, composto por Ana Carolina especialmente para ela. Em 2005, lançou o disco “Preta”, com canções como “Muito Perigoso” e “Eu e Você, Você e Eu”.

Com o álbum “Noite Preta” (2010), transformado também em uma festa que percorreu o Brasil, Preta consolidou seu espaço na música. A partir dele, criou o “Baile da Preta”, um show eclético que se tornou um fenômeno de público. Em 2012, lançou “Sou como Sou”, com músicas como “Mulher Carioca” e “Relax”. Já o último disco, “Todas as Cores” (2017), lançado digitalmente, reuniu participações de Pabllo Vittar, Marília Mendonça e Gal Costa – e apresentou a faixa “Botando a Fila para Andar”, mais uma parceria com Ana Carolina.

Preta Gil também teve papel importante na história recente do Carnaval carioca. Fundou o “Bloco da Preta” em 2010, que se tornou um dos maiores do Rio de Janeiro. Em 2017, levou mais de 500 mil foliões ao Centro da cidade, em um desfile em homenagem a Chacrinha.

Além da música, atuou em produções como “Ó Paí, Ó”, “As Cariocas” e “Vai que Cola”. Empresária e comunicadora, também foi sócia de uma agência de marketing de influência e se tornou referência em debates sobre autoestima, feminismo, gordofobia e diversidade.

Na vida pessoal, foi mãe de Francisco Gil, fruto de seu casamento com o ator Otávio Müller. Francisco é pai de Sol de Maria, neta única da cantora. Preta também teve outros relacionamentos públicos, como com o cineasta Rafael Dragaud e o ator Caio Blat. Casou-se em 2009 com Carlos Henrique Lima e, posteriormente, com o personal trainer Rodrigo Godoy, de quem se separou em 2023, durante o período de tratamento oncológico.

Em 2021, Preta gravou a música “Meu Xodó” com Francisco, celebrando o vínculo familiar que sempre foi o centro de sua trajetória.