Uma série de vídeos com críticas diretas ao ex-prefeito Areski Freitas e sua família passou a circular nos últimos dias em grupos de WhatsApp de União dos Palmares. Os conteúdos, que mesclam imagens, narração e linguagem emocional, vêm sendo interpretados como parte de uma ofensiva orquestrada para atacar a imagem pública da família.
Embora os vídeos não tragam assinatura, marca ou identificação de autoria, o tom é claro: acusam, ironizam e desconstroem figuras ligadas à gestão passada do município. O material cita nomes de familiares, relembra períodos de governo e levanta críticas sobre influência política e decisões administrativas, tudo em linguagem narrativa de ataque.
O caso gerou forte repercussão local e abriu espaço para uma pergunta central: quem está por trás dessa campanha digital?
Ataques sugerem motivação política, mas autoria segue em sigilo
A ausência de autoria nos vídeos tem levantado especulações entre aliados e adversários do ex-prefeito. Setores ligados ao grupo de Areski veem nos conteúdos uma tentativa de desgastar politicamente a família, que durante anos esteve no centro do poder local.
Nos bastidores, há pelo menos uma linha de análise, que aponta para grupos políticos rivais, que estariam usando o material como forma de enfraquecer qualquer possibilidade de retorno de Areski ou seus aliados à cena eleitoral.
Até o momento, não há registro de investigação oficial sobre a origem dos vídeos, nem manifestação pública da família Freitas sobre o conteúdo. O silêncio dos citados tem sido interpretado por alguns como prudência; por outros, como reação estratégica.
Especialistas em comunicação política alertam que, mesmo sem identificação, esse tipo de conteúdo pode configurar campanha antecipada negativa, passível de responsabilização judicial, sobretudo se houver comprovação de intenção eleitoral.
Enquanto a autoria segue desconhecida, os vídeos continuam circulando em grupos privados, alimentando o debate político e dividindo opiniões entre os moradores da cidade.
