Alagoas

Mais de 500 pessoas deixam suas casas em Alagoas após fortes chuvas

Maceió, capital do estado, concentra o maior número de pessoas afetadas.

Atualizado 9 meses atrás
Chuvas em Alagoas - imagem ilustrativa - Reprodução
Chuvas em Alagoas - imagem ilustrativa - Reprodução

As chuvas intensas que atingem o estado de Alagoas nos últimos dias provocaram o deslocamento forçado de 502 pessoas em oito municípios, de acordo com o boletim mais recente divulgado pela Defesa Civil Estadual na tarde desta terça-feira (20).

Do total de atingidos, 125 estão desabrigados – sem qualquer alternativa de abrigo – e 377 encontram-se desalojados, ou seja, precisaram deixar suas casas e estão temporariamente acolhidos por familiares, amigos ou em abrigos improvisados.

Maceió, capital do estado, concentra o maior número de pessoas afetadas. Segundo a Defesa Civil, ao menos 152 moradores foram forçados a sair de suas residências: 144 desalojados e 8 desabrigados. O volume de chuvas sobrecarregou o sistema de drenagem da cidade e causou alagamentos em diversas regiões urbanas.

Em São Luís do Quitunde, a situação também é crítica: 77 pessoas perderam suas casas e 16 estão desalojadas, totalizando 93 afetados. Outros municípios com grande número de atingidos incluem Rio Largo (75 desalojados), Pilar (20 desabrigados e 40 desalojados), Paripueira (12 desabrigados e 45 desalojados), Maragogi (8 e 28), Coqueiro Seco (8 e 17) e Marechal Deodoro (18 desalojados).

Diante do cenário, a Defesa Civil estadual permanece em alerta máximo e continua monitorando os níveis dos rios Jacuípe e Mundaú, que podem transbordar caso as chuvas persistam com a mesma intensidade. Os técnicos alertam a população para que evite áreas de risco, especialmente encostas e regiões próximas a cursos d’água.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) confirmou a possibilidade de novas pancadas de chuva nesta quarta-feira (21), com previsão de precipitações mais intensas principalmente nas regiões do litoral, Baixo São Francisco e Zona da Mata. Essas áreas, segundo a Semarh, concentram maior risco de deslizamentos de terra, alagamentos e elevação repentina no nível de rios e lagoas.

Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, assistência social e prefeituras seguem atuando nas regiões afetadas para prestar socorro, realocar moradores e distribuir itens de primeira necessidade. Alguns municípios também acionaram abrigos emergenciais para acolher a população desabrigada.

O governo do estado reiterou que está mobilizado para minimizar os impactos causados pelas chuvas e manter a população segura. A população pode entrar em contato com a Defesa Civil por meio do telefone 199, que funciona 24 horas por dia para emergências.