A eleição do cardeal norte-americano Robert Francis Prevost como novo papa em 2025 — agora chamado Papa Leão XIV — reacendeu um antigo debate dentro e fora da Igreja Católica: será que o novo papa é conservador ou progressista?
A escolha de um pontífice nascido nos Estados Unidos, país marcado por divisões ideológicas religiosas, somada à sua formação agostiniana e experiência diplomática na Cúria Romana, levantou perguntas nas redes sociais e nos principais portais de busca, onde termos como “Robert Prevost é conservador?”, “papa Leão XIV ideologia” e “novo papa é progressista?” estão entre os mais pesquisados desde a fumaça branca no Vaticano.
Perfil teológico e pastoral de Robert Francis Prevost
Robert Francis Prevost, de 69 anos, é membro da Ordem de Santo Agostinho, com décadas de atuação missionária na América Latina, principalmente no Peru, onde foi bispo de Chiclayo. Em 2023, foi nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos pelo Papa Francisco — um dos cargos mais influentes na estrutura da Igreja.
Sua atuação no Dicastério revelou um perfil moderado, equilibrado e institucional, com foco na formação pastoral, renovação moral do clero e diálogo interno. Ele não é visto como um “progressista radical”, mas tampouco está alinhado às alas ultraconservadoras que orbitam figuras como o cardeal Raymond Burke.

Posicionamentos e sinais durante a carreira
Prevost defendeu, em diversas ocasiões, a necessidade de “ouvir os fiéis” e adaptar a linguagem da Igreja à realidade moderna, sem romper com os fundamentos da doutrina. Também é defensor do papel social da Igreja, da coerência ética na administração eclesial e de processos de escuta comunitária, características herdadas do Sínodo da Amazônia e da própria linha do Papa Francisco.
No entanto, também já manifestou resistência a pressões externas sobre temas como casamento de padres, abertura ao sacerdócio feminino e doutrina sexual da Igreja, adotando um tom de prudência e continuidade.
O que dizem analistas?
Especialistas em Vaticano, como os vaticanistas John Allen Jr. e Massimo Faggioli, classificam Papa Leão XIV como um “conservador reformista”, ou seja, alguém que apoia reformas estruturais na Igreja, como transparência, combate a abusos e descentralização, mas sem mexer nos dogmas centrais da fé católica.
A escolha do nome Leão XIV, aliás, parece sinalizar esse equilíbrio: Leão XIII (seu antecessor homônimo) foi conhecido por aliar tradição doutrinal com abertura ao debate social, sendo o autor da influente encíclica Rerum Novarum.

