Uma funcionária do setor financeiro de um hotel localizado na praia da Jatiúca, em Maceió, foi presa nesta sexta-feira (4) sob suspeita de desviar aproximadamente R$ 9 milhões da empresa.
O crime, que teria se estendido por cerca de oito anos, passou despercebido tanto pelos superiores quanto pelos colegas de trabalho da investigada.
De acordo com a Polícia Civil, os desvios começaram em 2018 e só vieram à tona recentemente, após uma auditoria interna identificar inconsistências nos valores registrados.
A mulher, que trabalhava no hotel há dez anos e recebia um salário mensal de R$ 3.500, era considerada uma funcionária exemplar e tinha total confiança da administração.
Ela possuía autorização para realizar pagamentos e também era responsável por lançar dados no sistema de controle financeiro do estabelecimento.
“O controle interno do hotel não detectava as fraudes porque a funcionária manipulava os lançamentos, fazendo com que o sistema apresentasse os valores compatíveis com a movimentação bancária”, explicou o delegado José Carlos, responsável pela investigação.
Segundo a autoridade policial, nos primeiros anos do esquema, os desvios eram discretos e somavam cerca de R$ 400 mil — uma média mensal de R$ 35 mil.
Porém, nos últimos dois anos, os valores subtraídos aumentaram expressivamente. Em 2023, por exemplo, a funcionária teria desviado sozinha cerca de R$ 4 milhões.
“Nos últimos dois anos, ela aumentou consideravelmente os valores, e foi aí que o esquema desmoronou”, completou o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a polícia localizou três veículos avaliados em cerca de R$ 200 mil, aparelhos celulares, documentos e um imóvel de luxo, cujo valor gira em torno de R$ 3 milhões.
