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Bebê nasce de mãe mantida viva por aparelhos após morte cerebral

O parto, antecipado devido a complicações respiratórias, ocorreu antes do previsto, quando a mulher completaria sete meses de gestação.

Atualizado 1 ano atrás
Joyce Sousa Araújo, de 21 anos | @ Reprodução
Joyce Sousa Araújo, de 21 anos | @ Reprodução

Um bebê nasceu na sexta-feira (24) em Rondonópolis, Mato Grosso, após a mãe, Joyce Sousa Araújo, de 21 anos, ser mantida viva por aparelhos depois de sofrer um aneurisma e ter a morte cerebral decretada no dia 1º de janeiro.

O parto, antecipado devido a complicações respiratórias, ocorreu antes do previsto, quando Joyce completaria sete meses de gestação.

O bebê, um menino, nasceu com apenas 900 gramas e foi imediatamente encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.

De acordo com o obstetra Pedro Luiz Silva, que acompanhou o caso, a criança é considerada “prematura extrema” e, por isso, precisará de cuidados médicos intensivos por um período prolongado.

Os aparelhos que mantinham a mãe viva foram desligados logo após o nascimento da criança. A jovem, que estava grávida de aproximadamente 26 semanas, passou por uma série de intervenções médicas desde que foi internada após um mal-estar, em 20 de dezembro.

Joyce foi transferida de Jaciara para Rondonópolis, onde passou por uma cirurgia para tratar o aneurisma. Apesar dos esforços, o quadro dela evoluiu para morte cerebral, o que levou à decisão de antecipar o parto.

O marido de Joyce, João Matheus Silva, de 23 anos, esteve presente durante a cirurgia, acompanhado pelos avós paternos da criança.

“A verdade é que eu não consigo acreditar no que está acontecendo. A pior parte é saber que as crianças vão crescer sem mãe”, disse João ao site g1.

Joyce e João, que estavam juntos há seis anos, mudaram-se para Mato Grosso em busca de novas oportunidades de trabalho. Eles já eram pais de duas meninas, de 3 e 7 anos. A mulher trabalhava como vendedora, enquanto o homem era ajudante em uma ferrovia.

O corpo de Joyce será transferido para Tocantins, estado de origem da família, para o sepultamento. Enquanto isso, o bebê permanece na UTI neonatal, em observação.