Policial

Quem matou Adriana? Crime completa um mês sem solução

A família de Adriana, amigos e a comunidade local estão indignados com a falta de respostas e exigem justiça.

Atualizado 2 anos atrás
Adriana Avelino - @Reprodução
Adriana Avelino - @Reprodução

No Dia das Mães, 12 de maio, a jovem Adriana Avelino da Silva, de 33 anos, foi fatalmente atropelada após cair de sua bicicleta em União dos Palmares. Um mês depois, a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) ainda não identificou o motorista responsável pelo atropelamento.

Adriana foi atropelada na Rua do Cruzeiro. Após cair da bicicleta, ela foi atingida por um veículo, cujo motorista fugiu sem prestar socorro. O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) foi acionado e levou Adriana ao Hospital Regional da Mata (HRM), onde ela não resistiu aos ferimentos.

O delegado Guilherme Iusten, da Delegacia Regional de Polícia Civil de União dos Palmares, informou que estão sendo buscadas imagens de câmeras de videomonitoramento para identificar o veículo e o motorista envolvidos. “Os vídeos são evidências visuais importantes que podem identificar o veículo e o motorista”, explicou o delegado.

A família de Adriana, amigos e a comunidade local estão indignados com a falta de respostas e exigem justiça. “Queremos justiça. Não é possível que uma pessoa faça isso e saia impune”, disse um amigo da família.

A investigação está sendo conduzida como homicídio culposo na direção de veículo automotor, conforme o artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro, e omissão de socorro, conforme o artigo 304 do mesmo código. O delegado Iusten garantiu que todos os esforços estão sendo feitos para identificar e localizar o motorista responsável.

Novas imagens de vídeo obtidas pelo portal BR104 mostram Adriana tentando se levantar após a queda, sendo atropelada por uma caminhonete Hilux prata, cujo motorista parou, deu ré, passando novamente sobre a ciclista, e depois seguiu trafegando sem prestar socorro.

Carlos Alexandre, irmão de Adriana, concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal BR104, expressando a angústia da família e o desejo de justiça. “Que investigação é essa, que, até hoje, a gente não tem uma resposta? O dia 12, para muitos, foi um dia de felicidade, motivo para comemoração. Mas, infelizmente, para a minha família, principalmente para os meus sobrinhos, foi motivo de trauma”, disse ele.

Carlos relatou que os filhos de Adriana estão muito abalados. “Meu sobrinho, de cinco anos, às vezes, acorda à noite perguntando pela mãe, dizendo que quer a mãe. Até quando a gente vai viver sem respostas?”, questionou.

Ele finalizou pedindo que o culpado assuma a responsabilidade pelos seus atos. “A gente quer que ele pague, que ele assuma os atos dele, porque está bem claro nas filmagens que ele passou por cima dela. Tem um certo ponto da filmagem que ele ainda parou por cima dela. No mínimo, ele deveria ter prestado socorro”, lamentou.